quinta-feira, 7 de abril de 2016

SISTEMA DE TRIAGEM MANCHESTER

SISTEMA DE TRIAGEM MANCHESTER (MTS)

O Manchester Triage Group nasceu no mês de novembro de 1994 e seus esforços se concentraram em 5 objetivos:
1: Elaborar uma nomenclatura comum.
2: Usar Definições comuns.
3: Desenvolver uma metodologia sólida de triagem.
4: Implantar um modelo global de informação.
5: Permitir e facilitar a auditoria do método de triagem desenvolvido.
Foi estabelecido um sistema de classificação de 5 níveis e a cada um destes níveis se atribuiu um número, uma cor e um nome que se definiu em termos de tempo chave ou tempo máximo para o primeiro contato com o terapeuta.

Níveis de classificação da MTS.
Número
Nome
Cor
Tempo Máximo
1
Atenção Imediata
Vermelho
0
2
Muito Urgente
Laranja
10
3
Urgente
Amarelo
60
4
Normal
Verde
120
5
Sem Urgencia
Azul
240
MTS: Manchester System Triage.

O sistema foi revisado em 2006 e foram introduzidas novas informações recebidas nos últimos 10 anos. Com o passar do tempo o sistema foi adotado em muitos hospitais do mundo. A escala de classificação de pacientes compreende 52 motivos possíveis de consulta que de forma ampla se podem agrupar em 5 categorias, que são as seguintes. Doença, Lesão, Crianças, Conduta Normal e Inusual e Catástrofes. Em cada um se abre uma arvore de fluxo de perguntas. Depois de 4 – 5 perguntas como máximo, classifica o paciente em uma das 5 categorias que se traduzem em um código de cor e um tempo máximo de atenção.

O profissional seleciona um número de sinais e sintomas de cada nível de prioridade e utiliza discriminadores dispostos em forma de diagramas para assignar aos pacientes a uma das 5 prioridades clinicas.

Os discriminadores gerais são: Risco vital, dor, hemorragia, nível de consciência, temperatura e tempo de evolução. Se aplicam a todos os pacientes independentemente de sua forma de apresentação.

O método é coerente em suas suposições já que os sintomas guia podem conduzir a mais de uma diagrama de apresentação clínica. Assim um paciente que não se encontra bem, com pescoço rígido e dor de cabeça terá a mesma prioridade se o professional utiliza os diagramas de adultos com mal estado geral, dor no pescoço ou dor de cabeça.

Também não faz nenhuma suposição sobre o diagnóstico e pode ser desenvolvido por qualquer enfermeiro ou enfermeira independente de seu grau de experiência. Como requisito imprescindível se exige ter concluído a formação inicial necessária.

O sistema já tem uma experiência de 21 anos, permite realizar auditorias de qualidade na classificação de pacientes tanto internos como externos, é valido, reproduzível e aplicável, tem uma boa concordância é rápido e ágil em sua aplicação cotidiana. Separa bem os pacientes críticos e é aplicável tanto em pacientes adultos como a crianças.


O MTS é o sistema mais usado em hospitais de Europa e existem também grupos de triagem nacionais em países como Alemanha, Holanda, Inglaterra e Irlanda, Portugal e Espanha.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

ESCALA DE WOOD - DOWNES - FERRES

ESCALA DE WOOD - DOWNES MODIFICADA POR FERRES


- Trata-se de uma escala de avaliação, utilizada fundamentalmente para a valoração do grau de gravidade da bronquiolite, ainda que também se utiliza para avaliação do asma agudo, sobre todo no âmbito infantil.

- No caso da bronquiolite que geralmente aparecem nas urgências pediátricas, uma avaliação inicial permite em muitas ocasiones começar com uma terapia adequada ao grau de gravidade estimado, evitando em muitas ocasiões internações desnecessárias. Uma avaliação menor de 3 supõe uma bronquiolite leve, cujo o tratamento pode iniciar com meios físicos e salbutamol ou terbutalina, com avaliação adequada nas próximas 24 - 48 horas. Uma pontuação maior de 3  supões uma bronquiolite moderada ou severa que provavelmente requer inalação de adrenalina nebulizada. Valoração posterior nas seguintes 2 horas e seguir a terapêutica segundo mudanças no quadro clinico. Uma evolução desfavorável indica internação.

Escala de Wood – Downes Modificada por Ferrés
Descrição
0
1
2
3
Sibilâncias
Não
Final da expiração
Toda a Expiração
Inspiração + Expiração
Tiragem
Não
Subcostal/Intercostal Inferior
“1” + Supra clavicular + Aleteonasal
“2” + intercostal inferior + supraexternal
Frequência Respiratória
<30
31-45
46-60
>60
Frequência Cardíaca
<120
>120


Ventilação
Boa
Regular, Simétrica
Diminuída
Tórax Silencioso, Ausência de Sibilâncias
Cianose
Não
Sim



Interpretação:
1 – 3: Crise Leve.
4 – 7: Crise Moderada.

8 – 14: Crise Grave.